Aula do dia 27.05.2013
Postagem realizada em: 31/05/2013 às 19:35:56 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Angelina Moreira de Souza
12ª aula da disciplina “Recursos Informacionais II”
A aula foi iniciada com avisos sobre a atividade externa a ser elaborada na próxima semana. Em seguida, o aluno Carlos apresentou o seminário temático "Plataformas abertas e Wikipedia".
Discutiu-se inicialmente alguns conceitos da web 2.0. Entre eles folksonomia, termo cunhado por Thomas Vander Wal, refere-se a organização da informação em recursos digitais a partir de indexação baseada nos critérios do público.
Discutiu-se também o que era Deep Web. Este apresenta-se como oposto da plataforma aberta, possui 500 vezes mais conteúdo do que a web comum. Seu conteúdo é formado por materiais científico e não científico, lícitos e ilícitos. Grandes grupos editoriais, por exemplo, configuram seus conteúdos desenvolvidos para não serem indexados pelos buscadores, estes compõem a Deep Web.
A apresentação também abordou a origem e o significado do termo Wiki, assim como algumas características que as diferenciam de um blog.
Como indicado pelo título do seminário, o aluno também falou da Wikipedia, exemplo típico de plataforma aberta, gratuita e colaborativa, e atualmente a mais conhecida e usada no mundo. Esta disponibiliza o seu conteúdo em mais de 285 idiomas diferentes.
Para finalizar, discutiu-se rapidamente sobre os tipos de licenças do copyleft que permeiam as plataformas abertas.
A partir disto, foi proposto pela professora para atividade de postagem em blog pós-seminário, pesquisar e identificar os tipos e características de licenças em plataformas abertas.
A mais conhecida é a GNU GPL (General Public License) criada por Richard Stallman, cientista do MIT, como uma forma de contribuição para o "movimento de código aberto e para a cultura em geral [...] a qual determinava que qualquer coisa lançada sob licença se tornasse disponível gratuitamente, mas também que qualquer software que a incorporasse usasse a mesma licença". (HOWE, 2009, 45-46, grifos do autor).
Creative Commons é uma organização que desenvolve licenças digitais. Possui como missão desenvolver, apoiar e assessorar com infra-estrutura técnico e legal o licenciante (quem usa) maximizando a criatividade digital, o compartilhamento e a inovação. Suas licenças públicas incorporam "3 camadas" de linguagem: 1) legível por máquina, 2) legível por humanos e 3) o código legal.
Trabalham atualmente com 6 tipos de licenças, a saber:
1) Atribuição CC BY, a licença mais aberta de todas e recomendada para divulgação e utilização de materiais licenciados;
2) Atribuição Compartilha igual CC BY-SA, é a licença utilizada pela Wikipedia, permite remixe e construção sobre uma obra, mesmo para fins comerciais;
3) Atribuição Sem derivados CC BY-ND, utilizada para redistribuição comercial e não comercial da obra inalterada;
4) Atribuição Não Comercial CC BY-NC, utilizada para remixe e adaptação de obras para fins não comerciais;
5) Atribuição - Não comercial - Compartilha igual CC BY-NC-SA, permite remixe e construção sobre uma obra, para fins não comerciais, atribuindo créditos ao autor e licenciando o adaptado sobre os mesmos termos de licença;
6) Atribuição - Não comercial - Sem Derivados CC BY-NC-ND, é a licença mais restritiva das seis, permite download e compartilhamento não comercial sempre atribuindo os créditos ao responsável da obra.
Estas e outras informações podem ser encontradas na página oficial do Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/)
Conforme o tipo da licença utilizada, pode não haver custo ou haver uma pequena taxa a ser cobrada. Considera-se pois, que o universo do copyleft está em crescente expansão, e que conforme as necessidades emergentes dos usuários surgirão mais, diferentes e específicas licenças para disseminação, compartilhamento e colaboração criativa de diversos tipos de conteúdo.
Referência
HOWE, Jeff. No início era tudo tão simples...: Criando o projeto do crowdsourcing. In: O poder das multidões: por que a força da coletividade está remodelando o futuro dos negócios, Rio de Janeiro: Elsevier, 2009, p. 45-46.
A aula foi iniciada com avisos sobre a atividade externa a ser elaborada na próxima semana. Em seguida, o aluno Carlos apresentou o seminário temático "Plataformas abertas e Wikipedia".
Discutiu-se inicialmente alguns conceitos da web 2.0. Entre eles folksonomia, termo cunhado por Thomas Vander Wal, refere-se a organização da informação em recursos digitais a partir de indexação baseada nos critérios do público.
Discutiu-se também o que era Deep Web. Este apresenta-se como oposto da plataforma aberta, possui 500 vezes mais conteúdo do que a web comum. Seu conteúdo é formado por materiais científico e não científico, lícitos e ilícitos. Grandes grupos editoriais, por exemplo, configuram seus conteúdos desenvolvidos para não serem indexados pelos buscadores, estes compõem a Deep Web.
A apresentação também abordou a origem e o significado do termo Wiki, assim como algumas características que as diferenciam de um blog.
Como indicado pelo título do seminário, o aluno também falou da Wikipedia, exemplo típico de plataforma aberta, gratuita e colaborativa, e atualmente a mais conhecida e usada no mundo. Esta disponibiliza o seu conteúdo em mais de 285 idiomas diferentes.
Para finalizar, discutiu-se rapidamente sobre os tipos de licenças do copyleft que permeiam as plataformas abertas.
A partir disto, foi proposto pela professora para atividade de postagem em blog pós-seminário, pesquisar e identificar os tipos e características de licenças em plataformas abertas.
A mais conhecida é a GNU GPL (General Public License) criada por Richard Stallman, cientista do MIT, como uma forma de contribuição para o "movimento de código aberto e para a cultura em geral [...] a qual determinava que qualquer coisa lançada sob licença se tornasse disponível gratuitamente, mas também que qualquer software que a incorporasse usasse a mesma licença". (HOWE, 2009, 45-46, grifos do autor).
Creative Commons é uma organização que desenvolve licenças digitais. Possui como missão desenvolver, apoiar e assessorar com infra-estrutura técnico e legal o licenciante (quem usa) maximizando a criatividade digital, o compartilhamento e a inovação. Suas licenças públicas incorporam "3 camadas" de linguagem: 1) legível por máquina, 2) legível por humanos e 3) o código legal.
Trabalham atualmente com 6 tipos de licenças, a saber:
1) Atribuição CC BY, a licença mais aberta de todas e recomendada para divulgação e utilização de materiais licenciados;
2) Atribuição Compartilha igual CC BY-SA, é a licença utilizada pela Wikipedia, permite remixe e construção sobre uma obra, mesmo para fins comerciais;
3) Atribuição Sem derivados CC BY-ND, utilizada para redistribuição comercial e não comercial da obra inalterada;
4) Atribuição Não Comercial CC BY-NC, utilizada para remixe e adaptação de obras para fins não comerciais;
5) Atribuição - Não comercial - Compartilha igual CC BY-NC-SA, permite remixe e construção sobre uma obra, para fins não comerciais, atribuindo créditos ao autor e licenciando o adaptado sobre os mesmos termos de licença;
6) Atribuição - Não comercial - Sem Derivados CC BY-NC-ND, é a licença mais restritiva das seis, permite download e compartilhamento não comercial sempre atribuindo os créditos ao responsável da obra.
Estas e outras informações podem ser encontradas na página oficial do Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/)
Conforme o tipo da licença utilizada, pode não haver custo ou haver uma pequena taxa a ser cobrada. Considera-se pois, que o universo do copyleft está em crescente expansão, e que conforme as necessidades emergentes dos usuários surgirão mais, diferentes e específicas licenças para disseminação, compartilhamento e colaboração criativa de diversos tipos de conteúdo.
Referência
HOWE, Jeff. No início era tudo tão simples...: Criando o projeto do crowdsourcing. In: O poder das multidões: por que a força da coletividade está remodelando o futuro dos negócios, Rio de Janeiro: Elsevier, 2009, p. 45-46.