hiperlink


A aula de hoje, centrada no tema Referencial teórico: bases de dados, apresentou a evolução do mundo digital. Houve uma contextualização histórica para esclarecer que há um passado antes de chegarmos aos dias de hoje, desde o futurista Paul Otlet. A invenção da imprensa de Gutenberg, que traz uma certa expansão ao acesso da comunicação escrita; a Revolução industrial, que altera relações entre ser humano e máquina; o século XIX, como o século do cientificismo, com o divórcio entre ciência e religião e as inúmeras tecnologias que surgem naquela época: rádio, telégrafo, telefone, fotografia, cinema... A Segunda Guerra Mundial como impulsionadora da computação, por necessidades de cálculos de balística, desenvolve um gigantesco computador que, vai evoluindo, norteia-se o desenvolvimento de toda indústria de computadores. A partir dos anos 60, a função dessa máquina se expande, para além da defesa militar, servindo a bancos e a universidades. Nos anos 80,o barateamento também colabora ainda mais com a expansão, já que se amplia o acesso; mas ainda sem a internet. Com a internet, a partir dos anos 90, o modo de comunicação escrita ganha nova configuração, é possível navegar por meio de hiperlinks, o que amplia a leitura para além de uma forma linear, favorecendo o aprofundamento ou o esclarecimento com apenas um clique. Theodore Nelson, havia pensado no projeto Xanadu, que não vingou, em que o sistema funcionaria mais ou menos como a mente humana, em que um assunto leva a outro por associações. O hiperlink pode favorecer a apresentaçãode um assunto pois, ao abordar diferentes temas ou autores,dinamiza o processo favorecendo a argumentação. Essa possibilidade de acessar e absorver informações multi-sensorialmente( palavras, sons e imagens) expande o papel do leitor, pois ao selecionar o que lhe convém, cria seu texto, construindo seu sentido. "Em tempos pós-modernos, o sentido desconstruído ou a ausência de sentido na perspectiva da lógica aristotélica-cartesiana parece ser a conclusão mais adequada a que podem chegar hiperleitores contemporâneos[...]". (XAVIER,2003,p.288) Também há um aspecto que precisa ser levado em consideração: assim como há o favorecimento da construção do sentido, colaborando com a autonomia do leitor, tirando-o da passividade e da ignorância em determinados assuntos; o hiperlink pode favorecer a distração, levando-o a questões periféricas e, até, deslocá-lo, completamente do seu projeto inicial de leitura. XAVIER, A. C. Hipertexto e intertextualidade. In: Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas: Vol.44. IEL/UNICAMP. pp 283-290.jan./jun. 2003 Disponível em:http://espea.iel.unicamp.br/revista/index.php/cel/article/view/1715/1298). Acesso: 18 mar. 2013

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