Postagem realizada em: 28/05/2012 às 11:16:50 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Romildo Gregorio de Lira
Olá!
Saudações tricolores!
Na última aula (21/05), tivemos apresentação sobre o antigo ISI, atual Web of Knowledge. Trata-se de um passo a frente das bases que verificamos até agora nos seminários, pois há aqui não apenas a disponibilização da informação, como uma série de mecanismos que procuram aferir valor ou importância a esses conteúdos. Surge na década de 50, em meio à explosão informacional e científica que se verificou após a Segunda Guerra Mundial e veio como um meio de se oferecer aos pesquisadores um diagnóstico daquilo que era produzido e seu impacto nas áreas de pesquisa, oferecendo ao pesquisador meios de “se achar” dentro da imensidão de trabalhos que eram produzidos anualmente.
Esse impacto dos trabalhos é medido através de uma série de dados, como o número de citações desse trabalho, por exemplo. Só nesse aspecto podemos desdobrar várias facetas que o ex-ISI buscou apresentar: o que é citado por outros autores e o que é citado por você mesmo(parece amador, mas algum ingênuo pode se citar várias vezes, para alavancar o número de citação de seu trabalho. Mas há um mecanismo que evita essa “fraude” e permite que se possa verificar o que é citação própria ou não). Também o problema da temporalidade, por quanto tempo esse trabalho é citado – se por alguns meses, ao longo dos anos... Verificar também a área do conhecimento em que se está inserido o trabalho, pois um determinado número de citações pode ser relevante em algumas áreas e insignificante em outras.
Como citado acima, mudou-se o nome e mesmo os gerenciadores dessa plataforma. A princípio voltada às publicações referentes às chamadas ciências duras (Química, Física, etc), houve uma série de mudanças e acoplamento de serviços no intuito de manter-se relevante junto à comunidade científica, bem como expandir sua abrangência – a mudança de nome de Web of Science para Web of Knowledge dá um bom indício desse processo. Por conta disso a plataforma tem grade preponderância junto à comunidade científica, mas como foi abordado em aula, atualmente, para responder às demandas atuais. O grande dinamismo no que concerne às tecnologias da informação exige dos profissionais e das bases e plataformas que lidam com a informação extensa e permanente atualização, aprimoramento dos serviços e sintonia com a realidade – que é deve nortear o desenvolvimento de produtos, que, afinal, são para atender às suas novas demandas.
Foi citado ao final da aula uma fraude científica que foi desmascarada pela análise desse trabalho na plataforma do Web of Knowledge. Se eu não confundi as bolas, trata-se de um cientista sul-coreano que foi do céu ao inferno em poucos meses. Segue o link com reportagem sobre o caso (notem que a informação é originária da Reuters, gigante jornalística que integra o Web of Knowledge): http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI1079131-EI297,00-Cientista+acusado+de+fraude+tentou+clonar+mamute.html.
Por ora, é isso.
Abraço!