PASSARELLI, Brasilina. Literacias emergentes nas redes sociais: estado da arte e pesquisa qualitativa no observatorio da cultura digital. In: PASSARELLI, Brasilina; AZEVEDO, José (org.). Atores em rede olhares luso-brasileiros. São Paulo: Escola do Futuro; São Paulo: SENAC. 2011. Pontos de destaque 1 – Até meados séc XX: lógica racionalista para nomear, classificar e ordenar a natureza. Continua até atualidade mesmo com novas lógicas como a transitoriedade dos fenônemos da sociedade em rede. 2 – Transformações no mundo conduzem a revisão de conceitos: moderno X contemporâneo; autoria individual x coletivos digitais; copyright (canais proprietários) x copyleft (respositorios abertos); invisibilidade e anonimato do sujeito e relações de poder x relaçoes na web 3- Na sociedade em rede, convivem indicadores matemáticos e avaliações quantitativas 4 – Três gerações de estudo da cibercultura: 1) descrição jornalística; 2) estudos de teor acadêmicos sobre comunidades virtuais e identidades online e 3) estudos críticos sobre cibercultura (Rheingold, Levy, de Kerckhove e Jenkins 5 – Para Jenkins, as redes sociais alteram as "relações entre tecnologias existentes, industrias, mercados, gêneros e públicos" 6- Decadência dos cânones na prática cultura, as pessoas deixam de ser apenas expectadores e sim produtores, o que exige adaptações nos modelos de negócios e de produção de conhecimentos. 7 – Estudos etnográficos das redes pelo Observatório da Cultura Digital: AcessaSP e Nexus. 8 – Indicadores mundiais e locais de conectividade: liderança do Brasil na América Latina. Maior presença em redes sociais. 9 – AcessaSP é programa de inclusão digital, porém atualmente a preocupação é com a apropriação e de produção de conhecimento na web e não mais o acesso ao mundo digital. A preocupação então passa a se "concentrar nas competências cognitivas que envolvem a leitura e escrita e a contextualização das informações acessadas por meio das tecnologias." "A literacia indica a habilidade de usar a informação de forma efetiva e criativa". Gilster cunhou o termo literacia digital para definir a "habilidade de entender e utilizar a informação de múltiplos formatos e proveniente de diversas fontes" por meio de computadores. Já Eshet-Alkalai classifica a literacia em cinco grupos: fotovisual (capacidade de decodificar interfaces visuais); pensamento hipermídia (capacidade de interagir com as estruturas não lineares e hipermidiáticas do ambiente online); reprodução (necessidade de reproduzir estas estruturas); socioeomocional (habilidade de compartilhamento de informações e emoções em rede). A literacia da informação "engloba tanto o conhecimento dos recursos informacionais e a habilidade de identificá-los, localizá-los, avaliá-los, organizá-los, quanto o poder de recriá-los para resolver problemas" A natureza multifacetada da literacia e a variedade de recursos envolvidos e a natureza social de suas práticas conduzem a conclusão de que a sua aquisição não é apenas questão cognitiva, mas também de cultura, poder e política. No Brasil, a inclusão digital das classes C, D e E parece ser uma questão resolvia, porém é preocupante a falta de compreensão de português e matemática indicada pelos resultados de testes de avaliação da educação brasileira. Tornam-se necessários projetos educacionais com utilização da web e das redes sociais tanto para educação formal quanto para a cidadania. O consultor canadense Don Tapscott coordena uma pesquisa com cerca de 10 mil jovens de todo o mundo e ela constata um lado negro do mundo digital: falta de atividade física; exposição exacerbada e perda do sendo de publico e privado; falta de autonomia; violações de direitos autoriais; cyberbulling e outros. Porem aponta também lados positivos: liberdade de escolha; customização; espírito de investigação; integridade de princípios; colaboração; entretenimento todo o tempo; velocidade e inovação. É necessária a continuação de pesquisas, mas que indiquem para o futuro e não para diagnosticar o passado.

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