Postagem realizada em: 15/03/2012 às 14:37:32 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Jessica Manfrim de Oliveira
RESENHA: PASSARELLI, Brasilina; AZEVEDO, José (Orgs.). "Prefácio: Nós, os media, no rescaldo da crise global". In: Atores em Rede: Olhares luso-brasileiros. São Paulo: Senac, 2010.
O prefácio do livro Atores em Rede, escrito por Gustavo Cardoso, diz que o livro que leremos é sobre nossa sociedade contemporânea do pós-mass media, da comunicação em rede, da autocomunicação de massa, pois criamos coisas para serem lidas e compartilhadas por terceiros e para isso sempre inovamos em tecnologia, ciência e conteúdo.
Os paradigmas estão mudando. Há 20 anos, os media eram aqueles que trabalhavam com a escrita, o ensino e a investigação, cujos conteúdos eram veiculados pela TV, rádio ou jornal. Essas transformações na ciência, cultura e comunicação mostram que o mundo não será mais o mesmo. E essa sensação foi agravada pela crise global. A crise não é só financeira, mas também de legitimidade política, de crise ambiental e crise comunicacional, formando as 4 dimensões da crise global.
A crise comunicacional abarca realidades práticas como as quedas nas vendas de jornais, proliferação da distribuição P2P de conteúdos audiovisuais, crescimento da publicidade para Internet, o papel das redes sociais no dia a dia e na cobertura de acontecimentos, o Open Acess, Open Source, Open Science. Essa crise também levanta questionamentos sobre a produção, distribuição, consumo de informação, entretenimento, conhecimento e comunicação nas sociedades contemporâneas. São as características da passagem da comunicação de massa para a comunicação em rede.
Diante disso uma classificação dos utilizadores ou media dessas novas ferramentas da comunicação em rede se faz necessária: utilizadores distribuidores (permitem que outros acessem informação produzidos por terceiros); utilizadores inovadores (produzem conteúdos audiovisuais – software/hardware, disponibilizando com ou sem objetivos monetários); utilizadores classificadores (atuam sobre a dimensão simbólica da vida, proporcionando a classificação da experiência individual para possibilitar a vida em sociedade. São os que escrevem, filmam, sonorizam).
Dentro desse contexto, a dimensão científica também é afetada, pois ela também se baseia na produção e divulgação de conhecimento. Não há a possibilidade da não-mudança.