Recursos Informacionais II


Atualmente vivemos em um tempo de bruscas transforções. Vemos o livro impresso dividindo espaço com e-books, vemos a informatização dos serviços de informação, o crescimentos das redes sociais, a mudança nas relações sociais humanas, a tecnologia invadindo ambientes antes nunca previstos.

Como se pode perceber ao ler o texto da Prof. Drª. Brasilina Passarelli, Paul Otlet foi um grande visionário, que no começo do século XX já falava nas redes de informação, no acesso a bases de dados à distância, na reunião do conhecimento em um lugar comum, onde todos pudessem ter acesso. De fato isso acontece hoje com o advento da internet. A mesma também encontra-se em constante evolução, podendo-se falar até em várias gerações da Web.

Com esses novos tempo também deve-se falar em apropriação do conhecimento, da produção do mesmo, da mediação entre a informação e o consumidor da mesma. É extremamente relevante que se tenha uma apropriação da informação e da cultura, visto que este é um processo básico para que a mesma continue a ser produzida. Em tempos de Web tal circunstância se torna mais acessível, basta-se ver a quantidade de blogs e sites pessoais encontrados na rede.

Em contra-partida o conteúdo encontrado na internet possui muitas vezes um caráter volátil, além de ser cair facilmente na desatualização. Um texto importânte lido hoje na rede pode não estar mais no mesmo endereço no dia seguinte, ou pode ter sido corrompido, ou apenas se tornando irrelevante e ter sido esquecido.

São nesses tempo de mudança também que pode-se analizar a mudança do imagem e do papel das bibliotecas. Se antes as bibliotecas eram um ambiente fechado, antissocial, de silêncio, instropecção e até mesmo exclusão social, hoje temos a sorte de encontrar bibliotecários mais “divertidos”, abertos às novas tecnologias, além de um público mais diversificado, que procura nela não apenas livros mofados.

 


Referências

Textos:

ECO, Umberto. Eletrônicos duram 10 anos, livros, 5 seculos. Milão: O Estado de São Paulo – Sabático, São Paulo,  13 de março de 2011. Entrevista concedida a Ubiratan Brasil. <http://www.estadao.com.br/especiais/2011/03/n1_p4.pdf>. Acesso em 14 de março de 2011.

Guimarães, Lúcia. Biblioteca de NY, refúgio da crise. O Estado de São Paulo, São Paulo,  13 de março de 2011. Sabático.  p. 1. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/especiais/2011/03/n1_p4.pdf>. Acesso em 14 de março de 2011.

PASSARELLI, Brasilina. Do Mundaneum à WEB Semântica: discussão sobre a revolução nos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, v.9  n.5 out 2008. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/out08/Art_04.htm>. Acesso em 14 de março de 2011.

 

SILVA, Armando Malheiro da. Mediações e Mediadores da Ciência da Informação. Prima.com, n.9, 2010.  p.1-37. Disponível em: <http://prisma.cetac.up.pt/Prisma.Com_n9-Mediacao_e_mediadores_em_Ciencia_da_Informacao.pdf>. Acesso em 14 de março de 2011.


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