Postagem realizada em: 28/06/2010 às 20:42:04 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Suellen Cristine Cunha
Passarelli, Brasilina. Do Mundaneum à WEB Semântica: discussão sobre a revolução nos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação. Disponível em http://www.dgz.org.br/out08/Art_04.htm. Acessado em 01/03/2010
A concepção e criação do Mundaneum foi idealizada por Paul Otlet, advogado belga, que tinha como princípios o controle da produção universal e também recuperação dositens indexados. O Mundaneum era o local de guarda de fichas 3x5`` e funcionaria como o “servidor” para futura recuperação dos termos indexados.
Com visão muito a frente do seu tempo, Paul Otlet não pensou no termo “recuperação” utopicamente, mas também propôs ferramentas para efetiva recuperação. Um exemplo que pode ser citado é da carteira escolar, que possuiria roldanas que recuperariam as fichas indexadas no Mundaneum. Também visualizou o acesso de informações (base de dados) a longa distância, via telescópio.
Conforme salienta a autora, a internet originou-se de três processos:
“revolução da tecnologia da informação; crise econômica do capitalismo e do estatismo e a conseqüente reestruturação de ambos; e apogeu de movimentos sociais e culturais, tais como: libertarismo, direitos humanos, feminismo e ambientalismo”
A internet fez com que uma nova estrutura social fosse formada, um sociedade em rede. O criador da internet, Tim Berners-Lee, propôs um modelo aberto para que cientistas do mundo inteiro pudessem compartilhar informações acadêmicas. A administradora da internet, WWWC(World Wide Web Consortium), faz com que todos tivessemo mesmo nível de igualdade e poder na rede, mostrando sua neutralidade.
Para finalizar, a autora aborda questões que foram trazidos pelo advento da internet, como a questão de direitos autorais, as novas tecnologias e a mudanças que a internet trouxe, como a questão da Wikipédia e o fato de que grandes bases de dados poderão, num futuro próximo, serem acessadas pelo celular.
Silva, Armando Malheiro. Mediações e mediadores em Ciência da Informação. Disponível em http://prisma.cetac.up.pt/Prisma.Com_n9-Mediacao_e_mediadores_em_Ciencia_da_Informacao.pdf. Acessado em 01/03/2010
O autor inicia o texto indicando as possíveis definições do termo mediação, passando no campo cultural, da comunicação e acaba por questionar e demonstrar a importância do termo para a Ciência da Informação: "
Em todas essas obras de referência, o conceito mediação prima pela ausência, o que permite
inferir que até hoje não foi sujeito a um exercício de apropriação e ajustamento pelos
especialistas em Ciência da Informação (CI) e, quando usado por estes, foi como cópia ou
tradução directa de certas fontes, sendo Jesús Martín-Barbero uma delas. Parece-nos, no
entanto, urgente que se assuma uma apropriação crítica, porquanto o conceito de mediação
tem valor hermenêutico nas pesquisas e análises desenvolvidas em CI. E, por apropriação
crítica, queremos significar uma adequação do conceito aos problemas e aos casos específicos
do nosso campo de estudo, o que implica sempre, especialmente quando aproveitamos ou
importamos um conceito operatório surgido e desenvolvido por outra(s) disciplinas, um
exercício de crítica e de integração instrumental no quadro teórico-metodológico que nos é
próprio. E só, assim, é possível ir respondendo com coerência e solidez às questões
fundamentais que activam e estimulam o debate epistemológico
A partir desta indagação, o autor nos da um panorama da Ciência da Informação, mostrando sua relação com a Biblioteconomia e mostrando a era custodial x pós custodial e a influência das TICS nesse contetxo. É o gancho necessário pra definir a mediação no panorama custodial e no panorama pós-custodial.
"