Postagem realizada em: 22/03/2010 às 16:54:26 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Marcelo Daudt
ATIVIDADE COMPLEMENTAR - AULA 3 - 15/03/2010
Resenha: A biblioteca do Google
(Revista Veja, ed.1934, ano 38, nº 49, 7 de dezembro de 2005)
O Google foi lançado com o objetivo de seus criadores, Sergey Brin e Larry Page, de "organizar o caos de informações da Internet". Entre os serviço que o site oferece, foi lançada uma ferramenta de busca de livros digitalizados, o Google Book Search. Para isso fechou parceria com a Biblioteca Pública de NY e quatro universidades (Harvard, Stanford e Michigan nos EUA, e Oxford na Inglaterra), onde pretende digitalizar milhões de volumes de livros, com um custo estimado de 200 milhões. Com isso, o mundo editorial ficou agitado. Surgiram elogios e contestações.
A Amazon.com já havia criado uma ferramenta semelhante, o Search Inside the Book, onde, diferentemente do Google, trabalhou diretamente com as editoras, onde apenas uma certa quantidade de páginas dos livros seriam digitalizadas.
Com essa atitude do Google, tanto a Associação de Editoras Americanas, como a Associação dos Autores americanos, entraram na justiça alegando que os direitos autorais estavam sendo violados. O Google se defende dizendo que não pretende fraudar tais direitos, convidando assim as editoras a participar de seu projeto. Somente as obras que já estão em domínio público poderão ser lidas integralmente, as demais, somente alguns trechos. O Google também se apoia em uma lei, a "fair use" (algo como "uso justo"), porém a mesma não é clara, não definindo se um parágrafo ou um capítulo pode ser disponibilizado.
Enquanto a Amazon, por tratar diretamente com as editoras, pode oferecer títulos mais recentes, com o Google, pode-se ter acesso a livros raros e fora de catálogo. Assim, a Amazon, por se tratar de uma livraria, trabalhar para vender esses livros, tendo como um próximo passo, vender "pedaços" dos livros digitalizados. O Google não trabalha com vendas, portanto direciona seus usuários para bibliotecas e outros sites, como a Amazon, como link patrocinado, sua principal fonte de recursos. Existe um boato de um novo serviço em desenvolvimento, com o objetivo de comércio on-line, denominado provisoriamente de Google Wallet.
Outro ponto polêmica apontado pelo artigo é o controle técnico por parte do Google: existem meios de burlar as restrições do site? Alguns blogueiros afirma que sim.
Ainda, segundo os autores do artigo, não se sabe o desfecho dessa briga, mas a pesquisa de conteúdo de livros na Internet veio para ficar, já que Microsoft e Yahoo! também pretendem lançar ferramenta semelhante.
AOYAGUI, Paula. CENICOLA, Tony. A biblioteca do Google. Revista Veja. Disponível em: <http://nexus.futuro.usp.br/html/materias/mat_15.pdf>.