Resenha 2
SILVA, Armando Malheiro da. Mediações e mediadores em Ciência da Informação. PRISMA.COM, n. 9, dez. 2009. Disponível em: <http://prisma.cetac.up.pt/Prisma.Com_n9-Mediacao_e_mediadores_em_Ciencia_da_Informacao.pdf>. Acesso em: 01 mar. 2010.
 
Neste artigo, Malheiro da Silva, trata de um aspecto relevante para os estudos da Comunicação e da Informação: os estudos da mediação. Seu principal argumento de discussão é que vários estudiosos da questão elegeram Jesus Martin Barbero como a autoridade no assunto e por conseguinte sua obra é reproduzida sem que sejam feitas necessárias ressalvas à adequação de seu conteúdo e conceitos. O que o autor defende é a recusa de uma “importação” imediata e redutora, que deve dar lugar a uma apropriação crítica do conceito, ajustando-o à especificidade do objeto. A defesa de seu ponto de vista se fixa sobre a identificação de uma tensão paradigmática em curso (a sobrevivência do paradigma custodial e patrimonialista e a emergência do novo paradigma – pós-custodial,
informacional e científico), no processo de manutenção da informação, e pelos estudos realizados pelas carreiras de Biblioteconomia e Ciência da Informação. O autor propõe uma análise crítica do conceito de mediação para que possa ser confrontado com a atual situação das pesquisas em Ciência da Informação (CI). O aspecto seguinte é a discussão sobre a eleição da CI como ciência; sobre sua  transdiciplinaridade. Constitui a discussão do paradigma custodial e patrimonialista e seu momento par pós-custodial que propicia o nascimento e o crescimento da sociedade da informação. No próximo passo está a confrontação do conceito de mediação e a sua possível “interferência” quanto reage junto ao processo custodial da informação, assumindo aspectos de mediação interventiva. O autor ilumina a proposta de tratamento da informação apresentada por Ranganathan, conciliando suas leis à autoridade da necessidade de se observar a relação livro-leitor. Ainda identifica que é na era da internet que a mediação toma nova relevância, dada quantificação de informação e o necessário tratamento destes conteúdos, de forma apropriada para estes meios e suas especificidades.
Por fim a discussão torna-se um largo rio e em suas margens estão as tecnologias e a ciência da informação, cabe descobrir a adequada maneira de mediar esta intensa exposição a informação que a internet proporciona e ao mesmo tempo reconsiderar tratamento documentário necessário, para que a informação e seu usuário estejam contemplados.
 

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