Mundaneum


Era para ser resenha mas ficou com cara de fichamento. Então vai:

Fichamento do texto: Do Mundaneum à WEB Semântica, de Brasilina Passarelli

A autora traça uma pequena história de Paul Otlet, e sua importância e influência na criação da disciplina Documentação, e também seu pioneirismo em propor conceitos e ferramentas que estariam na base da atual Internet. 

Theodore Nelson, nos anos 1960, cunha o termo hipertexto. Seu seguidor, Tim Berners-Lee, em 1989, desenvolveria a rede Internet.

Ambos estão inseridos no contexto de sua época, em que há a revolução tecnológica, a Guerra-fria, e o apogeu dos movimentos sociais. Esta geração assiste ao surgimento da nova estrutura social: a da sociedade em rede.

A Web possui três gerações: 1.0 (baixa interatividade); 2.0 (redes sociais, interatividade, compartilhamento); 3.0 (Web semântica, alta capacidade de recuperação de conteúdos, embora ainda inexistente, pessoas agregando valor às informações).

Diante de todas essas mudanças e inovações, vimos surgir a revolução nos conceitos de autoria e autoridade das fontes de informação, onde a criação passa a ser coletiva e colaborativa. O hipertexto descontroi a linearidade da narrativa, e possibilita à informação na sociedade em rede características como: instantaneidade, transitoriedade, interoperabilidade e interatividade.

No mundo da comunicação científica as novas possibilidades de acesso ao conhecimento também trazem novos paradigmas. 

Jean-François Lyotard, é um dos filósofos que estudou e defendeu a tese de que as grandes narrativas não mais se sustentam na sociedade em rede onde predominam as equenas narrativas. Assim, fica exposto o conflito da questão das autoridades das fontes de informação tradicionais na pós-modernidade, onde a Wikipedia será o grande exemplo.

As novas tecnologias nos apresentam um futuro ainda mais complexo e interativo, onde a convergência de mídias trará novos paradigmas à ciência da informação.


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