Rizoma
Postagem realizada em: 01/03/2010 às 21:44:06 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Ana Marysa de Souza Santos
Resenha
PASSARELI, Brasilina. Do Mundaneum à WEB Semântica: discussão sobre a revolução nos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/out08/Art_04.htm> Acesso em: 1 mar. 2010.
Na abordagem histórica da sociedade em rede, Passareli destaca Paul Outlet que, ao criar o Mundaneum, acabou prevendo o dia em que usuários acessariam bases de dados a partir de grandes distâncias. Na época, a ideia era de que por meio de um telescópio elétrico conectado a uma linha telefônica, seria possível recuperar uma imagem facsímile a ser projetada em uma tela plana. Neste contexto ele cunhou os termos web of knowledge, link e repository of knowledge.
A história da web começa no fim dos anos 60 e meados da década de 70, a interação entre três processos independentes - a revolução da tecnologia da informação; a crise econômica do capitalismo e do estatismo e o apogeu de movimentos sociais e culturais - fizeram surgir uma nova estrutura social dominante - a sociedade em rede; uma nova economia - a economia informacional/global; e uma nova cultura - a cultura da virtualidade real.
O modelo aberto da Internet foi desenvolvido em 1989 por Tim Berners-Lee o que instaurou uma rede de comunicação horizontal em oposição à hierarquia vertical que rege as relações humanas em ambientes outros que não a Internet.
No texto também são abordadas as três gerações da web, no qual a Web 1.0 representou a primeira geração comercial da Internet com conteúdos de baixa interatividade, a Web 2.0 que é caracterizada por redes sociais e folksonomias, além da publicação automática de conteúdos e ambientes virtuais simulados por jogos e, a web 3.0 que ainda não existe por conta da dificuldade em se etiquetar com tags todo o universo de conteúdos da Web e, também, devido à falta de acordo para os protocolos dos metadados. Neste novo ambiente, alguns projetos já estão sendo desenvolvidos como o FOAF, Piggy Bank, Amazon Mechanical Turk e o Google Image Labeler.
Passareli também faz uma reflexão acerca das profundas mutações que a comunicação de informações – tanto informal como científica – vêm sofrendo na última década. Em relação à autoridade das fontes de informação na comunicação científica, parece haver consenso que o conflito se instala quando da ausência do processo de peer review, uma vez que a legitimação do saber científico é construída no processo do consenso.
Nos coletivos digitais, com autores de enciclopédias a exemplo da Wikipedia, revoluciona-se os conceitos de autoridade das fontes de informação. Neste cenário, temos a proposta do filósofo e sociólogo Ted Nelson que cria o conceito de "transcopyright", que permite que se utilize trechos de uma obra misturando-os a outros trechos criando um novo documento desde que sejam mantidos links para os documentos originais e assim se possa cobrar pelos trechos utilizados.