Resenha do artigo "Do Mundaneum à WEB Semântica: discussão sobre a revolução nos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação", da profª Drª Brasilina Passarelli, publicado na revista online DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.9  n.5 out/08


Primeiramente, é feito um breve relato sobre Paul Otlet (1868-1944) e seu pioneirismo na área da Ciência da Informação. Otlet foi o criador da Classificação Decimal Universal (CDU), além de ter idealizado outros projetos ambiciosos: o Mundaneum, museu que deveria armazenar todo o conhecimento produzido pela humanidade; uma enciclopédia universal, produzida a partir do acervo do Mundaneum; uma "cidade do intelecto", que seria construída ao lado do Mundaneum e abrigaria bibliotecas museus e universidades. Ele também idealizou formas de os usuários poderem buscar, ler e anotar às margens de uma base de dados armazenada em fichas de papel, além de imaginar um sistema de acesso a bases de dados através de um telescópio elétrico e uma linha telefônica, sendo o precursor de conceitos como o hipertexto e a internet.

Em seguida, a autora fala sobre as três gerações da Web.

A Web 1.0 surgiu em 1989 a partir do modelo aberto desenvolvido pelo cientista britânico Tim Berners-Lee. Seu propósito é o de ser uma ferramenta democrática para compartilhamento de informações, usada principalmente no meio acadêmico. Sua tecnologia é baseada no conceito de hipertexto, criado nos anos sessenta por Theodore Nelson, pesquisador da Universidade Brown.

A Web 2.0 é a geração atual, caracterizada principalmente pelas redes sociais, blogs, ferramentas para compartilhamento de vídeos e ferramentas para a produção coletiva de conteúdo, como a Wikipedia.

A Web 3.0, também chamada de Web Semântica, seria uma rede "com maior capacidade de busca e auto-reconhecimento dos conteúdos por meio de metadados com descrições ligados aos conteúdos originais". Essa tecnologia ainda não existe.

A seguir, é feita uma breve explanação sobre as mudanças que os conceitos de 'autoria' e 'autoridade das fontes de informação' vêm sofrendo desde o surgimento das plataformas open access, pois os conteúdos passam a ter autoria coletiva e a comunicação científica nem sempre é submetida ao processo de revisão por pares (peer review), pondo em xeque a legitimação do saber produzido.

A autora faz uma rápida apresentação da enciclopédia livre online Wikipedia e de alguns estudos comparativos entre o conteúdo de enciclopédias online e impressas que mostram que a acuidade de ambas encontra-se no mesmo nível.

Por fim, é dada uma pequena amostra do que o futuro reserva para a Web: transcopyright, convergência de mídias, mobilidade e acesso a qualquer hora e lugar.


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