Comentários sobre Orientação bibliográfica – aula 05/10

 

Seminário “Levantamento Bibliográfico, Leitura, Fichamento e Resenha”

 

Quando não se é “especialista” na realização de trabalhos científicos, sugere-se que a pesquisa das fontes bibliográficas seja iniciada por fontes secundárias de qualidade comprovada, para depois buscar fontes primárias e terciárias. Assim, se realiza uma introdução ao tema a ser pesquisado, pois indo direto às fontes primárias, segunda a professora, corre-se o risco não conseguir ir além das visões dos autores selecionados, de modo que quando já se há um contexto, definido a partir de fontes secundárias, a leitura dos textos das fontes primárias fica mais compreensiva.

Por outro lado, a aluna questionou que é preciso tomar cuidado quando se vai a fontes secundárias por elas “facilitarem” o desafio colocado na leitura das fontes primárias.

O seminário mostrou que a busca de bibliografia pode ser feita na biblioteca, nos catálogos e catálogos online, com a possibilidade de pedir apoio do bibliotecário para esse levantamento bibliográfico. Sugeriu-se elaborar uma bibliografia básica antes de iniciar a pesquisa, registrando as referências completa do material selecionado, não se contentando com um catálogo só títulos, mas também que tenham resumos para poder serem cruzadas as informações.

Esse pré-levantamento bibliográfico completo deve facilitar a elaboração da bibliografia no final do trabalho monográfico.

A leitura analítica do material selecionado, segundo Severino, envolve processos de: análise textual (esquematização e organização do texto, identificação do vocabulário utilizado, termos técnicos, etc.); análise temática (identificação do tema-problema desenvolvido no texto, as ideias centrais do autor, a construção de seu raciocínio); análise interpretativa (tentativa de situar o autor e sua obra no contexto em que esta foi produzida, problematizando questões colocadas no texto e fazendo uma síntese pessoal sobre a obra).

No seminário focou claro que o fichamento (que pode ser por leitura temática; por autor; por citação; por trabalho; por bibliografia) possibilitaria a organização da leitura do texto selecionado, com comentários, citações e resumos, além do registro da referência bibliográfica completa que deve servir para consultas futuras do material fichado. Sua contribuição é que possibilitaria uma unidade lógica das relações entre diferentes textos selecionados. Por exemplo, entre autores contrários e autores favoráveis a determinada ideia. As alunas sugeriram a utilização da ferramenta de fichamento oferecida no site: http://www.fichamento.com.br/ e o site: http://www.minhascitacoes.com.br, como formas de gestão do conhecimento.

A citação direta deve ser ipsis litteris e a indireta não precisa ter a referência completa, mas deve ter a indicação do autor e da data da obra.

A professora observou que importante ir buscar fontes de literatura cinzenta, pois o livro carrega consigo questões editoriais que se sobrepõem à problemática científica. Além disso, lembrou que os artigos científicos são examinados por pares e estão em constante atualização.

No seminário também ficou claro que a resenha (tipos: descritiva ou crítica) é resumo crítico, mas numa resenha as considerações pessoais do resenhista e possui uma avaliação mais aprofundada e por isto é feita por especialistas e por terceiros, ao contrário do resumo que pode ser feito pelo próprio autor da obra. Nos trabalhos acadêmicos há sempre resumos, já que não é possível “auto-resenha”.

Esse seminário foi muito bem conduzido pelas alunas responsáveis por ele.


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