Relato da aula de Recursos I em 21/09

Tema da aula: “Critérios para a avaliação de obras de referência – a roteiro para análise de fontes de informação.

Nos trabalhos dos anos anteriores a maior parte dos alunos organizou o conteúdo de seus trabalhos no formato de tabela, produzidas a partir de um roteiro definido. Lembrando que é importante ao caracterizar as obras de referência como secundárias e terciárias: guias, relatórios, enciclopédias, diretório, etc.

 No universo bibliográfico das fontes não primárias há aspectos intrínsecos (conteúdo) e extrínsecos (forma – papel, etc.)

Nas características intrínsecas há: o prefácio (pode ser na introdução ou na carta ao leitor) onde será colocado o objetivo (preencher lacunas, controle bibliográfico, proposta didática, etc.) , o tipo de informação que terá a obra (profundidade da informação), qual o publico alvo deste trabalho como fonte de informação, se é para usuários iniciantes ou especializados (faixa etária, nível educacional, profissional, especialização), qual o alcance ou cobertura (abrangência temática e área geográfica) da fonte.

Por exemplo, no caso de jornais, a Gazeta Mercantil cobre notícias econômicas. Nesse sentido, pode haver enciclopédias que tem um alcance bem delimitado, que pode focalizar um assunto só em determinado local: nacional, regional, internacional.

Outras questões importantes: o idioma: qual a língua, se é monolíngue, bilíngüe; qual a casa-editora ou qualquer que seja o grupo editorial (comercial, oficial, associativo, científico, universitário, etc.), pois há um controle editorial que deve conhecido e os grandes grupos editoriais estão envolvidos em disputas de poder. Nesse sentido, a professora ressaltou que é importante conhecer a história das casas publicadoras da obras que forem selecionadas para o trabalho a ser realizado pelos alunos.

Como o volume de publicação é progressivo, há ainda o recorte por período.

Há diferentes tipos de material nessas obras, os quais devem aparecer no prefácio dessas fontes secundárias e terciárias.

Há ainda fontes que focalizam a totalidade de um acervo específico de alguma biblioteca. A questão é que deve ser exaustivo dentro de um recorte determinado, por exemplo, num período selecionado, pois não é possível.

Uma abordagem mais horizontal é mais superficial e seu público alvo não é especializado. Ao contrário uma abordagem mais vertical a linguagem é mais difícil busca um público mais especializado.

Os verbetes numa enciclopédia ou dicionário é também determinado pelo limite físico, que influencia a decisão editorial – que deve estar justificada no prefácio.

A professora ressaltou que os limites físicos do suporte “papel” imprime determinadas facilidade e determinados limites ao conteúdo publicado. Isso implica na definição da encadernação, na gramatura, etc.

Há questões sobre as categorias que definem a edição e também sobre o arranjo das fontes secundárias e terciárias (alfabético, sistemático – por assuntos e suas facetas, apresentados de forma hierarquizada –, geográfico, cronológico, etc. que podem ser articulados).

Os arranjos nascem de acordo com origem da obra. No caso das enciclopédias deve ser sistemático, mas nos dicionários é alfabético.

 As características extrínsecas têm relação com a forma: qualidade do papel e sua gramatura; quantidade de páginas; dimensão: volumes, tomos (divisão de volumes); tipos de encadernação e suas características específicas, se é original ou é uma obra restaurada, tipos de impressão e as fontes utilizadas, margens, imagens (coloridas ou não, bem definidas ou não), etc.

 Orientação da professora sobre o trabalho: ir à biblioteca, fazer um roteiro do acervo para mapear as possibilidades de realização do guia. Deve se ver se há quantidade de material suficiente e sua qualidade (se a fonte tem sobrevida, interessa a possíveis usuários) para ver se o trabalho se sustenta.

As tabelas que aparecem nos trabalhos dos alunos dos anos anteriores foram feitas a partir dessas características. Eles criaram as fichas que estão disponíveis no Nexus que podem apoiar o trabalho de conhecimento sobre o tipo de obra com o qual irá trabalhar para produzir o guia.

Cuidado com as informações inócuas: avaliação da obra por juízo de valor. Não usar adjetivos, mas sim falar da substância, da linguagem, (simples ou hermética), dimensionar precisamente (por exemplo, qual o tamanho do verbete: cinco linhas, etc.)

 Relato da próxima aula, dia 5/10: Verônica


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